1.10.2010

La belle gueule de bois

Meus olhos doem. A ressaca de ontem foi adiada pelo porre de hoje. A de amanhã? Veremos! Tudo permanece em meus devidos vazios. Estou cansado. Os murmúrios da cidade que ressona, acordando, dizem que devo desistir. Novamente, tentar dormir. A única coisa que me conforta são os meus cd's. Sempre eles.


Escrevo sem a certeza de onde vou, como que caminhando em madrugada desconhecida, como sempre e em vão desejei que as madrugadas fossem. Por que as noites acabam? Poderia entrar no primeiro bar e buscar algum rumo pra minha história. Esqueça, o sol está tomando conta deste lado do mundo. Um lado ao qual não pertenço. Hoje não existo. Até a próxima noite chegar.


Só fica a certeza de que o degrado, paradoxalmente, me torna vulnerável e me fortalece.