9.29.2009

Sleepy Head

Nada mais encantador em uma mulher do que aquela fração de segundos em que a gente a flagra olhando abobalhadamente para o infinito. Sem mirar pessoas, mares, luas e horizontes. Olharzinho perdido de Laika a bordo da Sputnik.

Laika delira no cosmos mira o nada, a terra é azul.

Nada como um olhar vesgo e chapado sob aflitas sobrancelhas. Naquela fração de segundos, o desexistir, o coração debaixo da língua para travar as mais inúteis falas. E ela mira o infinito da janelinha trepidante da Sputnik.

9.25.2009

Paciência

Escolha bem
Procure achar
Se é que existe
Alguém que realmente te aguente
Capaz de realmente te amar

Mesmo que não acredite
Em amor de verdade, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém nesse mundo
Que não te despreze Que não te repulse
Pois mesmo que não acredite
Em conto de fada, em beijo de filme
Tem que haver
Alguém pra te amar

Se não foi, é porque ainda não era hora.
Tudo ao seu tempo.

9.18.2009

Não há GPS para o amor 2

Você correu na minha frente, acuso. Também tentei catá-la no ponto futuro. Não esperemos que a alta madrugada, com os milagrosos sabiás de São Paulo, ajuste os ponteiros dos encontros & desencontros dos nossos porres ou cappuccinos. Baby, nós corremos tanto, cada um para o seu lado, que o amor resolveu se vingar como o Usain Bolt em Pequim: foi muito, muito mais adiante.

O amor em São Paulo é sempre uma prova de 100 metros rasos.

In my shoes, just to see,
what it's like to be me,
I'll be you, let's trade shoes
just to see what it'd be like to feel your pain,
you feel mine,
go inside each others minds
Just to see what we'd find,
look at shit through each others eyes.

9.17.2009

Vantagens de dirigir

Quem disse que ficar parado no trânsito da minha querida Sampaulândia não tem suas vantagens?(são poucas, mas salvam um dia!)

Apresento-lhe o acaso! Esse tal de acaso é O cara tratando-se de Sampaulândia!


Mensagem do Cartão Moranguinho, cartela do pacote de balas que um miserável vende na esquina da Teodoro Sampaio com a Henrique Schaumann: “Saudades não significam apenas que estamos longe... mas sim que um dia estivemos juntos”. R$ 1.

Smile bitch! Faça seu dia valer a pena, mesmo que viver pareça o trecho mais sujo do rio Tiête.

Toca Viva La Vida e de-me vodka que a vida é nada sem amor! E amor para mim ultimamente só é valido se for no estilo Al-Qaeda, extremista e levado as últimas consequências, mesmo que acabe com meu sangue espalhado em todas as paredes e janelas.

9.16.2009

I don't know what to do with myself (and you)

Foresee such an outcome
To this unnecessary ending
I wish I could retrace all my steps
And erase my mistakes
With you

I wanted to say
You shouldn't suffer this way
I wanted to say
I hope I can take it away

Tempt me again and I will forget the truth
Backing your decision
Was something I neglected to do
Even for you
If you feel rage
To strike me with revenge
I will be standing right here
Waiting without fear
For you

For this friendship I am capable of regret and make my heart bacame mute.
But this does't matter, right?
Maybe
the explanation is my evolution.
Could you just smile back?

9.14.2009

Sweetest Ember

Slowly burning everything inside me
Made the memorie come back in
Intagible pain that tears a
hole in the pale chest
I just can't forget,
Because I do not want to...
I just do not want.

by L.A.

9.12.2009

Falo para quem não bebe

Minha antologia de ressacas
É grandeza d´alma, amiúde,
A lua na sarjeta ensina mais
Do que uma obra de virtudes...
Serás um belíssimo defunto
E para a cidade de pés-juntos
Irás gozando toda saúde!

9.10.2009

Não há GPS para o amor, baby! (nem no meu carro)

Nem precisamos ir à Santos para ver o nosso amor morrer na praia naquele derradeiro feriadão do ano. Nosso amor morreu na doutor Arnaldo, depois da sala de velórios, na frente das bancas de flores, rosas vermelhas que sustentam amores falidos, girassóis, gerânios, belos arranjos que fazem milagres e livram os maridos culpados no engarrafamento.


Nosso amor morreu na correria para fugir de Sampaulândia, babilônicos corações de fumaça a 10 km por hora, como os tílburis que conduziam os Bentinhos e Capitus no século XIX do outro lado da via Dutra.


Nosso amor tinha pressa, largou o automóvel e saiu caminhando, melancólico, entre motoboys e miragens, crepúsculo cubatanesco a escorrer do nariz, nosso amor era um boi na frente dos carros, nosso amor era um atropelo e a gente mal tinha tempo para fazer-lhe um dengo, um cafuné, uma cócega, um bilu-bilu, nosso amor era um tomagoshi, um bichinho virtual criado e nascido como uma planta em São Paulo.


Minutos antes, nosso amor foi visto saindo do Paraíso e saltando na Consolação, a linha do último metrô de todos os amores expressos. Aí nosso amor, puto da vida, bebeu, cheirou cola, acendeu o cachimbo na Cracolândia, perdeu os óculos, as lentes de contato, fez besteira na rua Augusta e quando alcançou o vale do Anhangabaú já nadava na correnteza em cima de um sofá velho cujo estofado denunciava lágrimas e esperas.

Página Policial

A sangue frio
Matou o amor
Na bienal do vazio

9.03.2009

Bukowski, time to detox

Dar uma parada na dupla vodka e doce me parece necessário, a vida(faculdade) está começando a exigir mais tempo sóbrio e a frequência maior de aulas, não há mais tempo para mais uma 500 year trip upsidedown, onde eu vivia todas as possibilidades e experimentava todas as sensações da lisergia. Não defendo, nem sou contra qualquer tipo de droga, ouve pagode quem quer. Tempo é uma coisa que parece que roubaram de mim junto com a minha mala e meu mp3 (filhadaputa, leva a minha alma mas não minha música!), falta tempo para tudo, dormir(vide a minha insônia), literatura só em doses homeopáticas seguida de uma absurda quantidade de paginas sobre administração, sair com os amigos está difícil, a falta de um rumo faz com que o tempo se encurte e pede que a reação seja mais imediata, sem tempo para se preparar. Preciso de um ponto e virgula na minha vida.

Dica: Não confunda Lexotan com jujuba. Um dá sono e o outro é tarja preta!