9.26.2017

Miojo Sentimental (Ou O Amor Nos Tempos Da Internet)


Em cinco minutos, pronto, você está lá na maior das intimidades com a cria da sua costela. Tudo aquilo que demorava dias, meses, com as missivas ou flertes da vida real, virou coisa de segundos nesse outro plano.

É o amor nos tempos do Messenger... Tudo muito rápido, espécie de miojo sentimental, emoções baratas, 3,5 minutos, ferveu, fodeu!

Você nem carece pegar na mão, já vai direto pra cama, pra detrás da moita mais platônica. Não carece nem cantar Paulinho da Viola, olá como vai, quanto tempo, pois é, quanto tempo...

E não é coisa apenas desses moços, pobres moços. Minha amiga K., por exemplo, 32 anos, Madame Bovary dos tempos digitais, tem quatro amantes “fixos” virtuais, além do marido de carne, osso e ronco, como ela mesma diz. “Vou deixar um deles, pois não tem comparecido a contento”, solta a blague. Todos jovens, quase donzelos, meu Deus.

Antes bastava ficar de olho na chegada do carteiro, o bravo homem de amarelo, com o seu embornal de cobranças, boas novas ou lágrimas...

Amor e tecnologia... No princípio era apenas o bina, e matou o velho mistério do telefonema mudo e anônimo. Ofegante, a criatura, apaixonada, ligava só para ouvir a voz do obscuro objeto de desejo do outro lado da linha. Ou mandava uma música do Rei, de preferência a mais romântica: “Vou cavalgar por toda noite, numa estrada colorida...”

É, o telefonema dos desencorajados do amor, esse clássico das antigas, está praticamente enterrado.

Depois, chegou a telefonia móvel. Uma revolução na crônica de costumes. O fim de muitas desculpas canalhas. Tipo aquele homem que tomava um chá de sumiço e voltava, batom até no lenço d´alma, com os álibis mais inverossímeis desse planeta.

Outra alvissareira função do celular é fugir dos mal-assombros sentimentais. Você quer ir numa festa e sabe que aquela infeliz pode estar lá, serelepe, nos braços de um “vagabundo” qualquer. Uma ligação e pronto, o amigo dá o serviço completo das assombrações. Pena que o mesmo aparelho também sirva para matar as surpresas, o friozinho na barriga, aquela coisa toda, lembra?

O amor nos tempos do MSN (Multidão Sem Ninguém, como decifra a hermanita Clarah). E o novo problema –amor & tecnologia- já está ficando velho, não adianta resmungos e muxoxos dos nostálgicos precoces, já está ficando velho, amigo, como se fosse um enigma grego, tipo assim decifra-me ou te deleto: como transformar uma tara platônica em uma trepada homérica?

alcohol

Yeah o yeah you seen me walk 
On burning bridges 
Yeah o yeah you seen me fall 
In love with witches 
And you know my brain is held 
Inside by stitches 
Yet you know I did survive 
All of your lovely sieges 

And I'm sorry some of us 
Given you bad name 
yeah o yeah, cause without you 
Nothing is the same 
Yeah o yeah i miss you so 
Every time we break up 
Just to hit a higher note 
Every time we make up 

7.20.2013

A poem to the one's of my past.

I hope one day
 I will be in an airport
 Restaurant, or walking down the street
 And I bump into you
 We will smile at each other
 And try to remember
 How we once knew
 Each other
 Were we friends?
 Were we lovers?
And we will carry
 On with our newfound lives
Because life goes on
 After a relationships end
 After friendships fail.
 When I see your face
I will hope you are happy
 I just hope you will do the
 Same for me.

5.22.2013

routine



Fundamentally mental
Deprived of meaning
Hedonistic theatrical entropy
The gaining of false confidence
From the failures of others cheering
"No, that can't be me"

8.25.2012

Sobre o ser homem

Ser homem é ser trouxa,
Trouxa do dedão do pé até a ponta de fio de cabelo.
E toda mulher é Angela de carne e osso.
Helena de Tróia até o fim do pescoço.


1.10.2012

Meu mundo

A minha lógica aqui é como a gravidade,
moldada em meu senso de humor,
Meu sangue é quente em formol
Um mundo de cheiro petricor
Não há um plano certo, assim
Das fossas das Marianas
A cinco mil supernovas

É a era vulgaris dos nossos tempos
"Ninguém é de ninguém"? Não!
São todos meus. Seus rancores,
Dores e prazeres. Tudo meu!
A desgraça da onipresença que some
Em seus dois braços pequeninos
Num quarto escuro ao meio dia.

Pondero: O amor não existe.
Minha religião tem dogmas quânticos que mudam no pulsar de 1 bilionésimo de segundo. Eu somatizo a temperatura e o termometro marca trinta e dois.

1.06.2012

Phone problems

Did you get my message, you did not guess 'cuz if you did you would have called me with your sweet intent And we could give it a rest 'stead of beating my chest Making all of the pressure go sky-high Do you ever wonder what happens to the words that we send Do they bend, do they break from the flight that they take And come back together again with a whole new meaning In a brand new sense, completely unrelated to the one I sent