" Não vos embriagueis com vinho, que leva à luxúria, mas enchei-vos
(Ef 5, 18)
a biblia é dualidade sagrada, descreve em detalhes e instiga a mente a pecar, depois proibi tudo, amém.
no sertão de cimento dos tristes trópicos, semi-árido da alma, sede do mundo todo que nem um rio essa sede mata, ressaca, tudo que vem da minha janela o sol os labios passam, nada desse sol escapa, ela, a lua, odeia a memória das nossas noites brancas onde se torna coadjuvante menos brilhante, nas noites onde Eros desce da sua nuvem púrpura nos sonhos mais mundanos. nos tornamos devotos do marquês.
bebemos lentamente a garrafa para enxugar o desassosego que invade o leito em silencio, bebemos para celebrar a queda de nosso amor desesperado aos passos de um bebado que só são comparados a teoria do caos.
entorno a morte amorosa, destilada e pura, envelhecida nos barris de cobre das devoções mais ímpias.