7.09.2009

Reminiscências: 2007

Hoje te vi no metro e você me olhou como de costume, me mediu com os olhos e vi na sua cara a infelicidade de ver que eu nunca pareci tão confiante e feliz. 2007 te amei com cada gota do meu sangue, para você era mero jogo, pura fricção juvenil. Me dói lembrar que honrei cada dia que tive aquele anel no meu dedo. Mas não minto, quando você ligou de madrugada, me dizendo que tinha errado que me queria de volta eu não consegui dormir. Fechava os olhos e lembrava daquele ano negro, mas não me arrependo, foi muito didático. Em novembro estava eu livre de você, com o peito e a alma dilacerados por inteiro, totalmente sem saber o que sobrara de mim e quem eu era. Nessa madrugada escrevo para confirmar o que eu disse aquele dia cinza de novembro. Você morreu para mim.