Sair com você sempre foi problema pra mim... Fazia 1 ano que eu não te via e você fala comigo como se me visse ontem, mas isso sempre foi a sua cara... Ah mas não sou o mesmo de ontem! Sai do alcance dos seus braços, vi isso perfeitamente hoje, já não sinto aquela revoada dentro de mim quando estou perto de você. Conversamos, bebericamos um chazinho e... Nada, não era o que você imaginava quando fechou os olhos, não é? Era tão fácil naquela época, por que haveria de mudar agora? Porque as pessoas mudam, oras, elas crescem e eu também, você já não faz parte dos meus vícios, devo isso ao tempo que foi bom comigo, aos meus amigos que trouxeram boas lembranças não ligadas a você, a pessoas que conheço hoje. Pois é eu continuo com a plaquinha de ferro que você me deu, mas agora não é mais um amuleto, é um lembrete, “não faça isso com você de novo!”. Achou estranho? Bateu o pé? Deixa que eu explique melhor... Até me sinto um pouco mau de ter feito o que fiz, mas devo admitir que houve uma dramaticidade cinematográfica arrancar a plaquinha do pescoço arrebentando a corrente, metaforicamente falando também, e pedir que você a levasse embora se ela significa algo pra você ainda... estou feliz que você tenha crescido, mas ainda percorre um caminho um tanto quanto superficial. Pois é, ando um tanto quanto mal, volto a mim quando olhar pra cima e avistar minha Artêmis no lugar que ela deveria estar, quero ela cheia novamente, olhar para cima e sentir aquele brilho que acalma e me faz ferver o peito ao mesmo tempo, “ô moça devolve a lua pra mim, é só maldade guardar ela toda pra ti no fundo desses olhos escuros.”
E como disse o velho e barrigudo Axl Rose...
“'Cause you could be mine.
But you're way out of line.
With your bitch slap rappin' and your cocaine tongue
you get nothin' done.
I said you could be mine.”